Mundo
Guerra no Médio Oriente
China pronta para defender os "interesses legítimos" do Irão
A China está pronta para defender os "interesses legítimos" do Irão no contexto do conflito no Médio Oriente e insta a República Islâmica e os Estados Unidos a agirem de forma "racional", declarou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros durante um encontro com o seu homólogo iraniano em Pequim.
"Pequim e Teerão estão unidos por uma parceria estratégica abrangente. A China está disposta a reforçar o diálogo e a cooperação com o Irão e a defender eficazmente os direitos e interesses legítimos deste último", disse Wang Yi, conforme citado num comunicado.
O chefe da diplomacia chinesa reuniu-se com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, pouco antes de uma visita prevista do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, no final de setembro, e de uma cimeira com Donald Trump. O conflito no Médio Oriente deverá figurar entre os temas de discussão.
A China é um dos principais parceiros económicos do Irão e também um importante apoio diplomático."Incentivamos o Irão e os Estados Unidos a agirem com racionalidade e moderação", a regressarem rapidamente ao protocolo de acordo assinado em junho sob mediação paquistanesa e a "reestruturarem os mecanismos de negociação", realçou Wang Yi.
"Instamos todas as partes a tomarem medidas eficazes para reabrir o Estreito de Ormuz o mais rapidamente possível", de forma a salvaguardar a estabilidade do transporte internacional de energia e das cadeias de abastecimento, disse Wang, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, acrescentando que o país "não quer ver as tensões regionais a espalharem-se ainda mais para o Iémen e o Mar Vermelho".
O Iémen, país vizinho da Arábia Saudita, foi arrastado em julho para o conflito desencadeado pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no final de fevereiro. No início de setembro, os Houthis lançaram uma grande ofensiva e tomaram toda a costa iemenita virada para o Mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb.
Teerão e Washington devem "reconstruir o mecanismo de negociação com base no consenso alcançado até agora", disse Wang a Araqchi, do Irão, que está numa visita de um dia a Pequim.
Pequim, o principal comprador de petróleo de Teerão, tem sublinhado repetidamente a necessidade de restaurar a navegação normal e segura através do Estreito de Ormuz, mas tem evitado, em grande parte, contestar diretamente as ameaças de Teerão ao transporte marítimo.
"A situação atual demonstra mais uma vez que a arquitetura de segurança existente no Médio Oriente é inadequada e precisa de ser reformada e reforçada", sublinhou Wang esta quarta-feira.
A China está pronta para promover a paz, a equidade e a justiça na região, e a sua política em relação ao Irão tem-se mantido consistente e estável, acrescentou.
As conversações entre os dois diplomatas ocorreram uma semana antes de um encontro previsto entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse na terça-feira que Trump e Xi iriam continuar as discussões sobre o Irão e as ligações financeiras da China com Teerão — um país que Washington tem tentado excluir dos sistemas financeiros ocidentais.
O chefe da diplomacia chinesa reuniu-se com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, pouco antes de uma visita prevista do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, no final de setembro, e de uma cimeira com Donald Trump. O conflito no Médio Oriente deverá figurar entre os temas de discussão.
A China é um dos principais parceiros económicos do Irão e também um importante apoio diplomático."Incentivamos o Irão e os Estados Unidos a agirem com racionalidade e moderação", a regressarem rapidamente ao protocolo de acordo assinado em junho sob mediação paquistanesa e a "reestruturarem os mecanismos de negociação", realçou Wang Yi.
"Instamos todas as partes a tomarem medidas eficazes para reabrir o Estreito de Ormuz o mais rapidamente possível", de forma a salvaguardar a estabilidade do transporte internacional de energia e das cadeias de abastecimento, disse Wang, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, acrescentando que o país "não quer ver as tensões regionais a espalharem-se ainda mais para o Iémen e o Mar Vermelho".
O Iémen, país vizinho da Arábia Saudita, foi arrastado em julho para o conflito desencadeado pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no final de fevereiro. No início de setembro, os Houthis lançaram uma grande ofensiva e tomaram toda a costa iemenita virada para o Mar Vermelho, incluindo o estreito de Bab el-Mandeb.
Teerão e Washington devem "reconstruir o mecanismo de negociação com base no consenso alcançado até agora", disse Wang a Araqchi, do Irão, que está numa visita de um dia a Pequim.
Pequim, o principal comprador de petróleo de Teerão, tem sublinhado repetidamente a necessidade de restaurar a navegação normal e segura através do Estreito de Ormuz, mas tem evitado, em grande parte, contestar diretamente as ameaças de Teerão ao transporte marítimo.
"A situação atual demonstra mais uma vez que a arquitetura de segurança existente no Médio Oriente é inadequada e precisa de ser reformada e reforçada", sublinhou Wang esta quarta-feira.
A China está pronta para promover a paz, a equidade e a justiça na região, e a sua política em relação ao Irão tem-se mantido consistente e estável, acrescentou.
As conversações entre os dois diplomatas ocorreram uma semana antes de um encontro previsto entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse na terça-feira que Trump e Xi iriam continuar as discussões sobre o Irão e as ligações financeiras da China com Teerão — um país que Washington tem tentado excluir dos sistemas financeiros ocidentais.